sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Este amor não cabe nas palavras

Rafael Deleon


Este amor não cabe nas palavras

Autor Desconhecido

Escrevo-te hoje, ontem e sempre,

sei que existes,

encontro-te na poeira dos meus olhos.

Sinto o teu rosto queimando nos meus dedos, onde

procuro o sol dos teus desejos.

Procuro-te naquele lago azul da côr do céu, e, naquele

momento em que a minha lágrima faz companhia a dias perdidos.

Há segredos que deixam pégadas no meu corpo,  têm

sinais  dos teus lamentos, e têm o teu sorriso

no calor da meia noite.

Espero-te sempre na madrugada do teu cheiro.

Quando te vi, pensei, que era a tua serenidade que se juntava

à minha melodia de mil cores,

num desejo de existir, e ter nos olhos da lua a eternidade desta paixão.

Perdi-me, num puro desejo de ser amada, e num despertar

longinquo de ilusão.

Juras-te que sim, numa melodia de palavras soltas e

alucinadas deste amor.

Porque tinhas necessidade de falar de amor, porque vivias

num labirinto sempre fechado.


E no pranto duma rosa, supliquei-te ternura!!

Lentamente entornaste a noite sobre o meu corpo e o teu sorriso

desenhou na minha alma esta paisagem de aromas, que vive

dentro das minhas palavras de poesia.

Queria escrever a minha poesia em arabescos na orla dos teus olhos
 num instante feliz, sem segredos, sem aromas, 
na madrugada que teima em pintar o arco-iris nas folhas duma estrela sem

luar.

Amanhã haverá outro luar pintado com lágrimas que vão pingando
em taças de cristal onde gaivotas em soluços de paz

irão beber gota a gota os sinais já esgotados desta paixão.
Sabes onde estou??

A caminho duma montanha de PAZ.

Espero-te!!!

Tens lá a tua ternura...e a minha lágrima que secou...por TI...

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